Uma aldeia mágica, chamada Drave

Uma aldeia mágica, chamada Drave. Trilhada apenas a pé, por caminhos acidentados. Onde nenhum veículo é capaz de chegar. Porém, este é um local onde se descobrem histórias mágicas. Histórias que foram vividas um dia. Apesar disso, continua a ser uma aldeia distanciada do mundo. Onde a natureza, é a produtora dos seus bens essenciais. E as construções, se confundem com a paisagem.

Um espaço onde a natureza, mais pura, se mistura com a natureza humana. No sentido mais primitivo, simples e humilde que pode existir. Porém, este é um local protegido pelas montanhas. Ainda mais, quando a civilização mais próxima fica a quilómetros de distância. Eventualmente, este é um local que te leva à descoberta. Uma descoberta sobre ti mesmo, sem artifícios, status ou máscaras.

Uma aldeia mágica, que sobrevive ao tempo

Aldeia de Drave
Drave é uma aldeia em Xisto, situada na União das Freguesias de Covelo de Paivó e Janarde, Concelho de Arouca, Distrito de Aveiro, Diocese de Viseu, Portugal.

Integrada no Geoparque de Arouca, Distrito de Aveiro em Portugal. A pequena aldeia, está rodeada por três serras. A serra da Freita, a serra de São Macário e a serra da Arada. Encontra-se uma aldeia desabitada, que seria esquecida pelo tempo. Ainda assim, ela não foi totalmente esquecida. Afinal ela ainda é visitada por vários grupos. Que ocasionalmente lhe dão vida.

A pequena aldeia em xisto, nunca viu surgir a modernidade. Dessa forma, pode se manter um paraíso natural. Sem carros, sem eletricidade, água canalizada, gás… Ainda assim, não passou despercebida a quem lá passou. Nesse sentido, Drave tornou-se um espaço espiritual. Onde é possível contemplar a natureza e a beleza das casas em xisto. Construídas de forma manual, pedra por pedra.

Drave é uma aldeia mágica, porque vive em comunhão com a natureza. Nesse sentido, é possível encontrar:

  • Rios límpidos;
  • Cascatas naturais;
  • Pequenos animais como:
    • Peixes;
    • Sapos;
    • Libelinhas.

Como resultado, é capaz de nadar em águas límpidas. Rodeada de pequenos animais e ar puro.

Drave, com vida

Primeiramente, Drave é uma aldeia carregada de passado e memórias. Entre todas as famílias, habitaram a pequena aldeia. A família Martins, é a que carrega a maior ligação. Afinal, ainda são donos de alguns terrenos, mesmo que abandonados. Porém, todos os anos, no dia 15 de agosto a vida regressa. Para realizar a procissão da Nossa Senhora da Saúde. São dezenas de pessoas, que rodeiam a pequena capela. Aventurando-se pelos trilhos, para desfrutar do local por algumas horas.

O escutismo, rumo ao homem novo

A aldeia mágica foi descoberta pelo CNE (Corpo Nacional de Escutas), em 1992. Enquanto procuravam um lugar propício à reflexão pessoal. Que se encaixasse no projeto, Rumos do Homem Novo. Como resultado, no decorrer do mesmo ano, o CNE adquiriu ⅓ da aldeia. Composta por oito casas e alguns terrenos.

Drave
Drave é uma aldeia despovoada, no meio das Serras da Freita, Serra de São Macário e Serra da Arada, integrada no Geoparque de Arouca.

Simultaneamente, ocorreu uma alteração no projeto. Que passou a constar com a recuperação da história da aldeia. Bem como, com a reconstrução das casas e as suas tradições. Atualmente, Drave é conhecida pela base da IV Secção. Também conhecida como caminheiros ou Clã. Composta por jovens entre os 18 e os 22 anos de idade. São estes jovens que doam o seu tempo livre, por Drave. Carregando a mão pedras de Xisto, construindo casas, muros… Ali, aprendem um ofício, a forma como o passado era construído. Ainda assim, não é apenas de construção, que vive Drave.

Seja no pequeno auditório ao ar livre, com vista para o vale. Ou mesmo, no abrigo da casa do silêncio. Os jovens são desafiados a se reinventar, a criar e inspirar. Drave é a casa de nascimento de muitos projetos. Enquanto abriga escuteiros, de todos os cantos do mundo.

Drave, uma aldeia em xisto a preservar

Drave
Situada entre as Serra da Freita, Serra de São Macário e Serra da Arada.

Antes de tudo, Drave não é apenas visitada pelos escuteiros. Fazendo parte de diversos trilhos e rotas. Frequentemente, podem ser vistos grupos de escuteiros. Principalmente, durante o fim de semana. Cuidado do local, e dispostos a partilhar. Contudo, nem todos os visitantes deixam uma marca positiva. Afinal, o CNE encontrou diversas vezes as suas casas destruídas. Os seus materiais roubados, e lixo por apanhar. Representando a desilusão de diversos jovens. Que durante tantas horas, usaram o seu suor e lágrimas. Para reconstruir algo, que a maldade transformou em ruínas.

A pequena aldeia em xisto, também serviu de inspiração para outros projetos. Tal como, filmes, livros e músicas.

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